Crânio do bebê: como identificar possíveis problemas?

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Até 1 ano e 6 meses de idade é normal os bebês terem um espaço entre os ossos no alto da cabeça, chamado popularmente de moleira. Seu nome na anatomia é fontanela e ela existe para facilitar a passagem da criança pelo canal vaginal durante o parto e para que o cérebro tenha espaço para crescer – no primeiro ano de vida, o órgão cresce de forma mais acelerada, atingindo metade do tamanho que terá na vida adulta. Durante esse período, pode acontecer de os pais observarem que o crânio de bebê apresenta formato irregular.

Quando alguma anormalidade for percebida, no entanto, deve-se levar a criança ao pediatra para descobrir se o crescimento da cabeça está simétrico e dentro do que é esperado. Quanto mais cedo o problema for diagnosticado, mais fácil será para reverter a situação.

Saiba o que fazer ao identificar possíveis problemas no crânio do bebê

  1. Observar é o primeiro passo

Se você ou algum conhecido observar que a criança tem o formato da cabeça diferente do padrão, marque uma consulta com o pediatra o quanto antes. O crânio do bebê, em sua aparência normal, apresenta a parte de trás arredondada com os lados simétricos – se ele é mais pontudo, torto ou achatado, por exemplo, é um sinal de alerta. Essas alterações são mais perceptíveis ao olhar a criança de cima e de lado.

Alguns dos principais tipos de deformidades são:

Braquicefalia: quando o bebê tem a cabeça achatada. Costuma ocorrer em crianças que são colocadas para dormir de costas. Essa deformidade também pode aparecer ainda no útero, quando não há líquido amniótico suficiente para o amortecimento do bebê, ou em casos de gestação de gêmeos, por eles ficarem comprimidos um contra o outro.

Plagiocefalia: quando a cabeça fica com um formato ovalado para um dos lados. Também pode ocorrer ainda no útero, pelo posicionamento do bebê, no parto, no caso de gestação de gêmeos, ou quando a criança fica muito apoiada sobre uma mesma região da cabeça durante o sono.

Escafocefalia: normalmente ocorre durante o desenvolvimento do feto. Nela, o crânio do bebê fica estreito e alongado. É mais comum em crianças prematuras do sexo masculino.

Trigonocefalia: nesse distúrbio a testa da criança fica mais proeminente e a parte superior da sua cabeça tem formato triangular. Pode ser sintoma de algumas síndromes, como Muenke, Opitz, Jacobsen ou Baller-Gerold.

     2. Exames para identificar o problema

O pediatra deve medir regularmente o contorno da cabeça da criança, em todas as consultas, até ela completar dois anos de idade. Ao observar sintomas de uma cranioestenose, ou seja, malformação do crânio, serão solicitados exames de imagem como: radiografia, para visualizar a estrutura óssea; tomografia computadorizada, que permite visualizar o crânio como um todo; ressonância magnética, com o objetivo de detectar alterações no crânio e no encéfalo. Caso a suspeita de alterações no crânio do bebê seja confirmada, o pediatra irá encaminhar o paciente a um neurocirurgião.

     3. Cirurgia para correção

Normalmente a cranioestenose não afeta o desenvolvimento neurológico. Porém, em casos mais graves, pode acarretar aumento da pressão, alterações cognitivas e até cegueira. O tratamento é cirúrgico, de modo a corrigir as deformidades do crânio do bebê e a criar espaços para o cérebro se desenvolver normalmente. Assim, quanto antes o problema for diagnosticado e corrigido, melhores serão os resultados.

O procedimento costuma ser realizado entre os seis meses e um ano de vida da criança e deve ser feito em hospitais de referência, com UTI pediátrica e boa equipe médica. É importante corrigir essa anomalia, de forma a diminuir o impacto nas funções cerebrais e na autoestima do paciente.

     4. Pós-operatório tranquilo

A operação dura de duas a seis horas e é eficiente na maioria dos casos. O pós-operatório é relativamente tranquilo, o bebê já vai para o quarto no segundo dia e em seguida recebe alta. O acompanhamento médico é constante durante o primeiro ano após a cirurgia. Depois, os retornos ocorrem uma vez por ano até a criança completar sete anos de idade.

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