Medicina personalizada: a utilização de biomodelos e próteses nas cirurgias

Assunto: Medicina Personalizada

 

A medicina personalizada encontrou na impressão 3D uma grande aliada. É graças a essa tecnologia que foram desenvolvidos, por exemplo, os biomodelos, que são réplicas de ossos, tumores, tecidos e órgãos. Com eles, as equipes de saúde podem estudar cada caso de forma mais detalhada antes de realizar o procedimento cirúrgico, aumentando as chances de sucesso da operação.

Os biomodelos são fabricados utilizando um processo conhecido como manufatura aditiva, a famosa impressão 3D – a partir de exames de imagem como tomografia e ressonância magnética – e são utilizados para ajudar o médico no planejamento de operações cirúrgicas. Eles também servem para o ensino e pesquisa da anatomia humana, enquanto instrumentos didáticos, além de auxiliarem os estudantes, possibilitando compreender os procedimentos cirúrgicos e os seus próprios organismos.  A medicina personalizada conta com os biomodelos para  acelerar as operações e o tempo de recuperação, além de reduzir os gastos hospitalares.

A tecnologia permitiu outra grande conquista da medicina personalizada: a produção de próteses customizadas para cada paciente. Elas são essenciais na cranioplastia, por exemplo, e têm dimensões, formas e curvatura anatômica elaboradas com base em dados de tomografia computadorizada e softwares avançados. Assim, é possível desenvolver um encaixe perfeito ao estudar a anatomia do paciente e reconstruir – para fins estruturais e estéticos – a área do crânio que foi afetada por traumas, ressecção de tumores, infecções, deformidades congênitas ou craniotomia descompressiva.

Saiba mais sobre os benefícios da medicina personalizada por meio dos biomodelos e próteses de crânio:

Biomodelos

Ossos

Aqui, a medicina personalizada atua de forma a replicar fielmente os conjuntos ósseos do paciente, possibilitando uma cirurgia mais previsível e, consequentemente, mais segura. Esses biomodelos podem ser utilizados na neurocirurgia, ortopedia, radiologia, ortodontia e cirurgia de cabeça e pescoço.

É só após a análise dos dados coletados a partir de tomografia computadorizada que os biomodelos de ossos são projetados. O modelo virtual é enviado para avaliação do médico solicitante e depois de aprovado é fabricado a partir de impressão 3D de alta tecnologia. Dessa forma, está pronto para ser utilizado no centro cirúrgico.

Tumores

Ao replicar um tumor que será removido por procedimento cirúrgico, o biomodelo é utilizado para estudo prévio, possibilitando um planejamento da extração com o menor impacto possível no organismo. Os biomodelos podem representar tumores benignos ou malignos com fidelidade e, dessa forma, os médicos conseguem compreender o modo e os efeitos de cada operação antes de sua realização e explicar todo o procedimento com exatidão ao paciente. As etapas são muito parecidas com as necessárias para as réplicas de estrutura óssea, sendo preciso utilizar uma tomografia computadorizada ou ressonância magnética para produzir um modelo virtual para ser impresso.

Essas réplicas podem ser usadas na neurocirurgia, ortopedia, radiologia, ortodontia, cirurgia de cabeça e pescoço, entre outras.

Vascular

Existem ainda biomodelos de órgãos e tecidos para analisar situações antes da realização de cirurgias e microcirurgias em regiões de anastomose vascular – ou seja, regiões de encontro entre dois vasos. Essas réplicas podem ser úteis na neurocirurgia, cardiologia e radiologia.

Os modelos são representações fiéis de orgãos e tecidos vascularizados, produzidos a partir dos exames de imagem dos pacientes. Também são projetados inicialmente de forma virtual e, depois da aprovação do médico, são encaminhados para a impressão 3D.

Próteses

PMMA

Feitos em polimetilmetacrilato (PMMA), produto biocompatível e muito resistente à temperatura, os moldes de calota craniana têm excelente custo-benefício. Esse material já é utilizado há mais de 40 anos para a fabricação de próteses e é ainda radiopaco, ou seja, possibilita exames radiológicos para monitoramento e checagem no pós-operatório.

PEEK

O PEEK é um polímero que também apresenta alto grau de biocompatibilidade, durabilidade e também é radiopaco. Com o material é possível prototipar rapidamente o projeto e substituir as áreas de perda óssea.

Titânio

É considerada o padrão ouro da cranioplastia. Produzida em liga de titânio apresenta também grande capacidade de osseointegração, devido à alta afinidade do tecido ósseo com essa liga metálica. Por isso – e por sua resistência –, essa prótese dificilmente precisa ser substituída.

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