Neuroprótese: promessa de melhor qualidade de vida

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Você já ouviu falar no neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis? Autor do livro “Muito além do nosso eu”, ele é referência mundial em pesquisa para o desenvolvimento de neuropróteses, por meio da interface entre cérebro e computadores. Em seu trabalho, neurofisiologia e robótica caminham juntas com o objetivo de reabilitar pacientes que sofrem de paralisia corporal.

O trabalho de Nicolelis ganhou visibilidade na abertura da Copa do Mundo no Brasil, em 2014, quando um homem com paraplegia completa de tronco inferior e membros inferiores chutou simbolicamente uma bola ao utilizar o exoesqueleto desenvolvido pela equipe do cientista. O equipamento faz parte do projeto Andar de Novo e, além dele, há uma touca especial que captura atividades elétricas do cérebro e as transforma em movimento. Isso ocorre quando o paciente se imagina fazendo alguma atividade, sendo os sinais captados e enviados para um computador que fica acoplado à prótese robótica. Os membros artificiais não apenas reproduzem os movimentos imaginados, como também têm sensores que levam vibração aos braços quando as próteses tocam o chão, servindo como uma pele artificial.

Outros estudos relacionados à neuroprótese

A utilização de neuroprótese por humanos está trazendo avanços. Em 2012, um homem subiu as escadas até o topo da Willis Tower, arranha-céu em Chicago, controlando seus movimentos pelos pensamentos. Há o caso de uma mulher com paralisia que conseguiu controlar o braço robótico para levar um canudo até a boca. Nos dois casos, os pacientes tinham chips implantados no cérebro, que transformaram os pensamentos em ações.

Um estudo da Universidade de Chicago, nos Estados Unidos, busca meios para que o usuário de neuroprótese consiga sentir a textura daquilo que toca através dela e para que tenha controle total da força que emprega com o membro artificial. Os cientistas já conseguiram fornecer a sensação do toque a macacos rhesus ao estimular seus cérebros por eletrodos. A ideia é que isso possa ser aplicado recorrentemente em humanos, para que eles consigam utilizar mãos artificiais e sentir o tato naturalmente.

Em 2015, pela primeira vez uma pessoa com paralisia teve sensação natural de tato com uma neuroprótese. Foi um homem de 28 anos, que tinha uma prótese de mão desenvolvida pelo Laboratório de Física Aplicada da Universidade John Hopkins, também nos Estados Unidos. Justin Sanchez, gerente do projeto norte-americano Darpa (Defense Advanced Research Projects Agency, ou Agência de Projetos de Pesquisa Avançada de Defesa, em português), afirmou para a imprensa na época que “a sensação do toque de uma mão mecânica diretamente no cérebro nos mostra o potencial da biotecnologia para restaurar esse sentido natural”.

Neuroprótese no futuro

Os trabalhos com próteses sensíveis são caros e ainda precisam de aprimoramento. Porém, o que já foi feito serve de incentivo para a descoberta de como promover outras sensações aos membros mecânicos, como temperatura, por exemplo, e deixar o tato mais natural. Outra expectativa é de ter eletrodos mais sensíveis, que permitirão melhor controle motor. Além disso, cientistas têm trabalhado para desenvolver implantes cerebrais menos invasivos.

No futuro, as neuropróteses serão substitutas muito mais eficientes para quem sofre de paralisia ou perdeu algum membro. Outras tecnologias, como realidade virtual e realidade aumentada, serão aplicadas junto à neuroprótese no tratamento para auxiliar os pacientes a recuperarem a sensibilidade.

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