O que é o PMMA e qual sua aplicação na medicina?

Assunto: Cranioplastia

 

Conheça o composto químico PMMA, que possui diversas aplicações nas áreas da saúde e estética.

A utilização de compostos químicos é um assunto que sempre está em pauta na medicina. Independentemente da aplicação ou área de especialidade, a busca por aqueles que oferecem a melhor relação entre segurança, usabilidade e custos é constante.

Entre os polímeros, que são compostos sintéticos, há uma alternativa que vem sendo bastante utilizada e que oferece uma boa relação entre esses três critérios. Estamos falando do PMMA, ou polimetilmetacrilato, que é uma resina acrílica, um material termoplástico de alta resistência que oferece amplas possibilidades de moldagem.

Uma breve história do PMMA

A história inicial do polimetilmetacrilato teve 3 marcos importantes. Em 1902, ele foi sintetizado pelo químico alemão Otto Roh. Em 1928, foi comercializado pela primeira vez e, em 1940, teve sua estreia na área da saúde, sendo utilizado para a fabricação de uma prótese dentária.

Desde então, a aplicação do PMMA vem sendo expandida para diversas áreas da medicina e da estética, assim como, progressivamente, sua confiabilidade, maneabilidade e biocompatibilidade.

Aplicação do PMMA na medicina

Se você acha o nome completo do PMMA – polimetilmetacrilato – muito complicado, não precisa se preocupar. No círculo da medicina, ele tem um apelido bem mais convidativo: cimento ósseo acrílico. E esse apelido também já oferece um bom indicativo da maneira como ele costuma ser mais aplicado.

Sendo facilmente moldado para encaixes precisos e muito biocompatível (qualidade de materiais que não são facilmente rejeitados pelo organismo), o PMMA está entre os materiais favoritos para tratar de diversos traumas ósseos no corpo.

Cranioplastias são um bom exemplo disso. Por serem procedimentos de grande complexidade, e pelo fato de mesmo os menores detalhes causarem grande impacto na vida do paciente, os materiais aptos a serem utilizados para essas próteses precisam atender a certos requisitos.

A começar pela questão da biocompatibilidade, como comentamos anteriormente, que o PMMA já cumpre. Depois, pela questão da maneabilidade, ou seja, da facilidade de manuseio para que a prótese seja moldada com alta precisão, a fim de suprir as necessidades do paciente exatamente como necessário e não causar deformidades estéticas.

Igualmente importante é a preocupação que se tem com o material, uma vez que este pode interferir em resultados de exames como os radiológicos, ou seja, ele precisa ser radiopaco, que é outra vantagem do PMMA.

Melhor custo-benefício

Por fim, surge a questão do custo-benefício. Especialmente no Brasil, muitas das próteses que são ofertadas no mercado, quando possuem todas as mesmas qualidades do PMMA, são importadas e/ou têm seu custo bastante elevado, o que inviabiliza o procedimento para muitas pessoas e acaba privando-as de ter essa melhora em sua qualidade de vida.

Felizmente, devido ao seu fácil manejo tanto na fabricação das próteses através de moldes com medições feitas previamente quanto na aplicação por parte do médico responsável – o que reduz os tempos de cirurgia –, as qualidades do PMMA também se manifestam na forma de uma redução de custos sem abrir mão da qualidade.

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