Próteses: 7 passos para a adaptação

Assunto: Próteses

 

Reunimos os 7 passos mais importantes na hora de garantir uma boa adaptação a uma nova prótese.

É difícil imaginar um mundo que não conte com o auxílio da medicina. Nos mais variados âmbitos, profissionais e pesquisadores contribuem ativamente com novas técnicas, conceitos e métodos para que vivamos nossas vidas com mais saúde e satisfação.

Materializações claras disso são as próteses. Sendo dentárias, cranianas ou até mesmo substituindo membros, é curioso pensar que sua história começou há milhares de anos, desde antes do início do calendário cristão.

Data de 2300 a.C. a descoberta por arqueólogos russos de um esqueleto de uma mulher com um pé esquerdo artificial. Também há relatos de que na Índia, além de cuidarem dos feridos, os médicos confeccionavam próteses para aqueles que haviam sofrido alguma amputação.

Felizmente, a medicina evoluiu muito desde então e hoje em dia contamos com próteses de altíssima tecnologia e grau de personalização, atendendo da melhor forma possível às necessidades de pacientes ao redor do mundo.

Entretanto, por mais que as próteses atuais sejam produzidas com tecnologia de ponta, ainda existe um aspecto muito importante que não mudou tanto assim, até mesmo porque trata muito do próprio indivíduo: a adaptação a uma prótese.

É bem sabido que qualquer pessoa que passa por um procedimento médico requer um tempo mínimo de recuperação ou, como é o caso, de adaptação. Para pessoas que têm próteses implantadas, isso não muda, envolvendo diversos fatores.

Buscando elucidar essa questão, trouxemos algumas recomendações que são cruciais para que a pessoa que teve uma prótese implantada recentemente possa se adaptar da melhor maneira possível.

1) Biocompatibilidade de materiais

Começamos por uma questão mais técnica. Uma boa recuperação e adaptação a uma prótese, como em casos de cranioplastia, tem um ponto de partida: a utilização de próteses confeccionadas a partir de materiais biocompatíveis.

A biocompatibilidade refere-se a materiais que são aceitos pelo organismo – não sendo rejeitados – com facilidade, sem causar qualquer malefício nesse processo e sem necessidade de intervenção adicional. Exemplos disso são o PMMA, o PEEK e o Titânio.

Por isso, antes de optar pela prótese X ou Z, informe-se a respeito dos diferenciais que cada material oferece.

2) Próteses personalizadas para o paciente

Tudo aquilo que é feito sob medida nos serve melhor, não é verdade? Com próteses, esse raciocínio também se aplica. Hoje em dia, o mercado da então chamada “medicina personalizada” está em franca expansão e conta com diferentes opções para aqueles que buscam uma prótese que vá lhes servir exatamente na medida.

E isso não está tão fora do alcance, caso você esteja imaginando. O processo é acessível, pois essa coleta de medidas e o planejamento são feitos, muitas vezes, a partir de exames de tomografia convencionais, com o detalhe de serem realizados seguindo um protocolo específico da empresa responsável.

 

 

3) Seguir o protocolo de medicação fornecido pelo médico

Essa dica, na realidade, vale para qualquer paciente que esteja em qualquer tipo de tratamento ou se recuperando de qualquer tipo de procedimento: seguir de forma rígida o protocolo de medicamentos receitados pelo médico.

Especialmente no caso de próteses internas, é preciso tomar os devidos cuidados para que ocorra a aceitação da mesma pelo organismo. Parte disso advém de medicações que podem ajudar a prevenir inflamações ou infecções.

4) Fazer avaliações por si próprio(a)

Ouvir opiniões e recomendações de terceiros é bom, mas poucas coisas são melhores do que ter a sabedoria de escutar seu próprio corpo e fazer análises por conta própria.

Não estamos falando de tentar se autodiagnosticar, mas de perceber como o próprio corpo está respondendo à prótese e que tipo de sensações você tem. Esse tipo de feedback é extremamente valioso em consultas de acompanhamento ou mesmo para entrar em contato com seu médico no caso de alguma dúvida.

5) Mantenha o acompanhamento médico

Aproveitando o último ponto ressaltado na dica anterior, não se deve abandonar o acompanhamento médico antes da hora prevista. Profissionais da saúde têm visão, percepção e entendimento diferentes daquilo que um paciente relata sentir (ou mesmo não sentir).

Por isso, é preciso aproveitar cada encontro para tirar dúvidas e garantir que tudo está transcorrendo como planejado e não ser surpreendido por imprevistos.

 

 

6) Fazer exercícios e movimentar-se

Muitas pessoas associam próteses à incapacidade de realizar tarefas ou à necessidade de estar sempre em repouso, tomando cuidados máximos. Isso não é uma verdade absoluta, afinal, próteses foram criadas para suprir deficiências e auxiliar pessoas a retomarem, na medida do possível, suas atividades normais.

Por isso, especialmente no caso de próteses de membros inferiores ou superiores, é muito importante que o indivíduo retome, progressivamente, suas atividades.

A exposição prematura a riscos certamente não é recomendada, contudo, movimentar-se, fazer alguns exercícios e realizar tarefas estando com a prótese é uma das melhores maneiras de se acostumar com ela e recobrar cada vez mais a confiança e a autonomia.

7) Manter a atitude positiva, confiante e otimista

Por mais que a utilização de próteses esteja relacionada a questões físicas, isso não significa que aspectos psicológicos não estejam envolvidos no processo de recuperação e adaptação.

Para todos os casos, deve-se manter a atitude positiva sempre, sem lamentações, vergonha, insegurança ou pessimismo. Como comentamos anteriormente, o propósito das próteses é auxiliar pessoas justamente a recobrar a confiança e a independência, como qualquer outra.

Mesmo estando diante de um processo lento e possivelmente desconfortável, é preciso manter os olhos no futuro e abraçar a oportunidade de melhorar sua qualidade de vida.

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