Realidade aumentada e realidade virtual em prol da medicina

Assunto: Medicina Personalizada

 

A tecnologia é uma grande aliada das mais diversas áreas. Já faz um tempo considerável que dispositivos como computadores e celulares facilitam a rotina das mais diversas profissões. Porém mais recentemente hardwares e softwares têm sido criados para públicos cada vez mais específicos e simplificam processos que antes levavam muito tempo para serem concluídos. Na saúde, por exemplo, os prontuários eletrônicos se tornaram comuns e são mais fáceis de serem consultados pelos médicos do que em papel. Outros softwares ajudam clínicas e hospitais a fazer agendamentos e cadastrar os dados dos pacientes num sistema inteligente. Tudo isso já é muito benéfico, mas você já ouviu falar em realidade virtual e realidade aumentada? Elas trarão uma revolução para a medicina.

A realidade virtual substitui todo o seu campo de visão por um conteúdo totalmente virtual, como o próprio nome sugere. Para isso, é necessária a utilização de óculos específicos ou capacete de imersão. Eles são muito usados para jogos e simulação de ambientes turísticos, por exemplo. A ideia é que você se sinta realmente em outra realidade enquanto utiliza a tecnologia.

Já a realidade aumentada projeta informações simuladas no ambiente real. Então os dois mundos acabam se misturando, como no jogo Pokémon Go ou nos filtros da funcionalidade Stories do Instagram.

Mas como a realidade virtual e a realidade aumentada podem influenciar na medicina?

A realidade aumentada e a realidade virtual podem auxiliar muito o trabalho de profissionais da saúde, desde em tratamentos psiquiátricos até na realização de intervenções cirúrgicas. Entenda como:

Realidade aumentada

Em 2016, a Microsoft apresentou algumas possíveis aplicações de seus óculos de realidade aumentada HoloLens. Entre elas estavam simulações do cérebro e de outros órgãos humanos, geradas a partir de ressonâncias magnéticas reais. Isso será muito útil para estudantes da área da saúde aprenderem mais sobre anatomia. Dessa forma, eles chegarão mais preparados na hora de acompanhar as primeiras cirurgias, por exemplo. A tecnologia ajuda, inclusive, a reduzir custos, porque para ver as partes do corpo em três dimensões as faculdades disponibilizam cadáveres, peças anatômicas isoladas ou modelos produzidos com materiais caros e que precisarão ser descartados após determinado número de utilizações.

Essa mesma funcionalidade pode ser usada por médicos no consultório, para explicar de forma visual ao paciente quais alterações a doença dele pode causar no organismo ou como será o procedimento cirúrgico, por exemplo. Tecnologias como essa permitirão ainda que os cirurgiões consigam ver os exames do paciente enquanto realizam as intervenções.

Também é possível tratar síndromes que podem prejudicar os processos cognitivos especialmente em crianças. Quando elas interagem com os aplicativos de realidade aumentada é mais fácil analisar os reflexos e a coordenação motora. Isso facilita o diagnóstico, fazendo com que o tratamento adequado seja iniciado mais rapidamente.

Realidade virtual

A realidade virtual tem menos aplicações práticas na medicina porque se baseia em um ambiente completamente simulado. Então, sua utilização é interessante principalmente para treinar a prática de procedimentos e a utilização de alguns instrumentos cirúrgicos, como bisturi, pinças e agulhas de sutura. Um outro uso possível é no tratamento de fobias, para simular ambientes ou objetos ao paciente que sofre do transtorno.

Uma outra utilização é na recuperação de lesões cerebrais. Por exemplo, alguém que perdeu o movimento de um dos membros pode ser estimulado ao movimentar outras partes do corpo e ver um avatar que o represente no mundo virtual fazendo gestos com o membro paralisado.

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